A Ly Takai não é curitibana, mas é por aqui que ela tá compartilhando todo o conhecimento que trouxe de São Paulo com branding, moda e conteúdo. Nos conhecemos primeiro pelo instagram, e depois de encontrar ela pessoalmente a Ly me conquistou. Já trabalhou com grandes marcas e foi uma das responsáveis pelo projeto Desconstrua a Moda e Construa seu Estilo. Junto com a Hellen Alburqueque no próximo 01 de abril elas vão falar em um workshop como transformar sua marca em case de sucesso. Não dá pra perder.
1. O que levou você a trabalhar com moda?
A efemeridade! Não é uma novidade para ninguém que me conheça mesmo há pouco tempo que amo mudanças e amo de um modo literal mesmo. Mudar de cidade, de estado, de casa, de roupa, de lugar, trocar, inverter, voltar ao que era, mudar de novo e de certa forma, moda me permite ir e vir várias vezes, seja com relação as tendências, ao comportamento do consumidor até a comunicação. Essa eterna sensação do novo, de que há algo para ser descoberto, visto por um novo ângulo me deixa eufórica!
2. Você trabalha e já trabalhou com comunicação de várias marcas fodas de moda, você vê esse mercado mudando muito nos últimos anos?
Vim de um mercado macro, grandes campanhas, saindo em impresso todo mês, e-commerce com planejamentos insanos para um mercado menor, de neo marcas, onde tudo está visivelmente engatinhando ainda. Claro que o mercado mudou, o mundo mudou então acompanhar essas novidades, essas novas necessidades é mais do que necessário, senão você fica para trás, mas se essas mudanças aconteceram por oportunidade ou oportunismo?! Não sei ainda dizer, tudo se confunde nesse mar de boas intenções. O que mais me anima é ver marcas realmente interessadas em fazer a diferença e não só de enfiar um produto goela abaixo usando um discurso ou causa como muleta, isso é propósito, o resto é bullshitagem.
3. O que mais te inspira a trabalhar com moda?
Pessoas e seus processos criativos, a forma como trabalham. Desde quem cria a peça até quem está ali bolando estratégias. É muito interessante entrar nas marcas e entender como as pessoas vão desenhando cada setor, como as coisas se dão, me mostra a necessidade de me cobrar menos, porque criatividade é um dom, não existe um certo ou errado, ela flui e a gente tem que deixar fluir, não tentar colocar em caixas.
4. Tem uma dica pra quem tem uma marca de moda e quer começar a comunicar certo com ela?
Consciência e planejamento. Consciência para entender o que você está colocando no mundo, quando, como e por que e planejamento para fazer tudo isso dar certo. Vejo muitas marcas absurdamente criativas afundando e fechando porque não tem o estratégico e não tem ideia que se sustente sem uma boa execução. Ter a ideia não é tudo, você precisa saber o que fazer com ela.
5. Você vai apresentar um curso sobre Branding, pq você considera importante as pessoas e marcas se apresentarem bem na internet?
O mundo mudou, estamos conectados. As relações se dão de outras formas e até os processos seletivos por exemplo, funcionam de maneiras diferentes, foram adaptados as novas realidades. Se eu vou me juntar a você, te contratar ou simplesmente querer vender algo como uma marca, eu preciso passar credibilidade, não adianta ter um discurso A na vida offline e um B enquanto está online, ser outra pessoa, a internet nos deu liberdade demais, mas precisamos ter um filtro social e claro, aprender a usar todas funcionalidades que ela nos trouxe de maneira positiva, voltar isso a nosso favor. Está ali á disposição, precisamos entender como usar!
6. Agora falando um pouquinho sobre a sua relação com moda, qual você considera ser teu estilo?
Nossa, meu sol em gêmeos já me fez passar por várias fases! Do crash de estampas, ao folk-romântico (dá para imaginar?!) até ao que sou hoje, que sinceramente é onde me encontrei. Lido com tanta roupa, informação de moda há anos anos que hoje eu gosto de me ver como uma tela em branco (ou preto, ou cinza! hehehe). A internet apelidou de gótica suave, mas eu não sei se é esse o nome. Particularmente gosto dessa pegada minimalista, contemporânea, urbana, clean, mais descolada do corpo e mixar tudo isso com elementos mais extravagantes com a pegada rock’n’roll kitsch que sempre tive com brilho, veludo molhado e camiseta de banda!
7. Qual é o seu pretinho básico, aquele que você repete sempre?